Elas não usam "bleque tai"

Um blogue de mau humor sobre a prova definitiva de que, se deus existe, ele tem um pusta bom gosto.

Wednesday, September 13, 2006

Mulheres que eu admiro - Marie Currie

Cada qual tem suas preferências. Eu tenho as minhas e aqui se inicia uma série de pequenos perfis das mulheres que admiro descaradamente, despudoradamente, desavergonhadamente, canalhamente, cafajestemente como só nós, homens, podemos.

A primeira homenageada é Marie Sklodowska. Polonesa ponta firme, nascida a 7 de novembro de 1867, quando sua Varsóvia fazia parte do quintal do tzar russo. Enfrentou preconceitos para se estabelecer como uma cientista de respeito. Tomando dinheiro de empréstimo da irmã, mudou-se para Paris, centro do mundo civilizado de então. Casou-se em 1895 com Pierre Curie, passando a se chamar Marie Curie. Com seu marido e com o descobridor da radiatividade, Henri Becquerel, desenvolveu importantes trabalhos nessa área, à época, pouco conhecida - isolando pela primeira vez os elementos rádio e polônio (batizado em homenagem à sua querida terra natal). Em 1903 o trio recebeu o Nobel de Física - a primeira mulher a obter tal feito -, em 1911, ela recebeu o Nobel de Química, sendo uma das raras pessoas a ser agraciada duas vezes com a honraria. Seu affair com um físico casado após a morte de seu marido causou um enorme escândalo e teve que enfrentar ataques xenofóbicos (os franceses, desde essa época...). Veio a falecer em 4 de julho de 1934 - depois de ver o império russo cair e sua Polônia reconquistar a independência, e antes de vê-la ser submetida aos horrores do domínio da Alemanha nazista em 1939 - na cidadezinha francesa de Savoy, de leucemia, provavelmente desenvolvida em decorrência da exposição à radiação.

Pra saber mais:
Marie Curie

Institut Curie

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